Estudo aponta que o cinema ainda precisa evoluir muito quando o assunto é diversidade e inclusão

Apesar de termos grandes produções – tanto blockbusters, quanto independentes – estreladas, dirigidas e produzidas por pessoas negras e mulheres, um novo estudo realizado pela University of Southern California, aponta que entre os anos de 2007 e 2017 não ocorreu uma melhora significativa na maneira como mulheres, negros e LGBTs são representados no cinema estadunidense

A pesquisa levou em consideração os cem filmes com maior bilheteria dentro de cada um dos anos pesquisados, ou seja, um total de 1.100 produções. As mulheres interpretaram somente 31,8% dos personagens com fala no ano de 2017. No mesmo ano, 70,7% dos personagens com fala eram brancos, enquanto 12,1% eram negros, 6,2% hispânicos, 4,8% asiáticos e 3,9% mestiços.

Com relação a categoria LGBT, a pesquisa apontou que 99% dos personagens com fala em 2017 eram heterossexuais e cis gêneros. Outro importante dado revela que dos 100 filmes pesquisados no último ano, 81 não apresentam nenhum personagem LGBT.

Dos 1.100 filmes analisados em toda a pesquisa, apenas 4,3% foram dirigidos por mulheres, 5,2% por pessoas negras e apenas 3,1% por asiáticos. Um número absurdo que revela o quão importante é a existência da inclusion rider, uma cláusula de contrato que permite aos participantes de um filme exigir um elenco e uma produção que contemple a diversidade.

O estudo pode ser lido na integra em inglês aqui.