Lista | Os 10 melhores curtas brasileiros de todos os tempos, assista:

Ilha das Flores, curta metragem atemporal de Jorge Furtado, foi eleito o melhor curta brasileiro de todos os tempos, pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (ABRACCINE). Ao todo foram selecionados 100 curtas, que estarão presentes no livro Curta Brasileiro – 100 Filmes Essenciais.

E é claro que além de Ilha das Flores, todos os demais curtas dessa lista são realmente essenciais, por isso separamos aqui os dez primeiros colocados para você assistir online. São curtas documentais e ficcionais que ajudam a compreender as lógicas de uma sociedade muito mais complexa do que parece ser. Salve essa lista, porque realmente vale a pena. Confira abaixo:

10. Arraial do Cabo (1959), de Paulo Cezar Saraceni e Mário Carneiro

Filmado em 1959, o curta aborda a entrada de uma produtora de sal marinho na cidade de Arraial do Cabo, Rio de Janeiro, onde a realidade dos funcionários da fábrica se choca com a dos pescadores, ameaçados pelo funcionamento da empresa.

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9. A entrevista (1966), de Helena Solberg

Realizado a partir de entrevistas feitas com mulheres jovens, o curta relata uma figura idealizada da mulher, em uma montagem que relaciona esse imaginário à questões de opressão e repressão.

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8. Maioria absoluta (1964), de Leon Hirszman

A obra retrata o cotidiano de trabalhadores rurais analfabetos que vivem na miséria extrema. Apesar de não saberem ler, nem escrever, eles são conscientes de sua condição.

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7. SuperOutro (1989), de Edgard Navarro

Um mendigo jogado nas ruas tenta libertar a si mesmo da miséria que o acompanha durante toda sua vida, realizando atos pela cidade. Até que um dia ele decide realizar o seu sonho de voar como um super-herói.

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6. Aruanda (1960), de Linduarte Noronha

No quilombo Olho d’Água da Serra do Talhado, em Santana do Sabugi, na Paraíba, vivem diversas famílias em situações e condições sub-humanas, já que o quilombo foi isolado do restante do Brasil.

Assista abaixo:

5. Couro de gato (1962), de Joaquim Pedro de Andrade

Quando o carnaval se aproxima, garotos de uma favela roubam gatos para fabricantes de tamborins. Mas um deles acaba se apegando a um dos gatos e vive o dilema de vendê-lo ou não.

Assista abaixo:

4. A velha a fiar (1964), de Humberto Mauro

Considerado o primeiro videoclipe brasileiro e um dos primeiros do mundo, o curta ilustra a canção popular de mesmo nome, executada pelo Trio Irakitã.

Assista abaixo:

3. Blábláblá (1968), de Andrea Tonacci

Durante uma grave crise nacional, um ditador é confrontado na cidade e no campo por revoltas, buscando por uma paz ilusória, decide fazer um longo pronunciamento televisionado. Mas ele acaba perdendo o controle da situação.

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2. Di (1977), de Glauber Rocha

Neste curta, Glauber Rocha homenageia o pintor Di Cavalcanti e a sua obra.

Assista abaixo:

 1. Ilha das Flores (1989), de Jorge Furtado

Através da jornada de um tomate, desde a sua plantação até a chegada às mesas das famílias brasileiras, o curta mostra toda a desigualdade envolvida nesse processo.

Assista abaixo:

 

Abaixo você confere a lista completa com os demais 90 curtas selecionados.

  • Alma no olho (1973), de Zózimo Bulbul
  • Viramundo (1965), de Geraldo Sarno
  • Vinil verde (2004), de Kleber Mendonça Filho
  • Documentário (1966), de Rogério Sganzerla
  • Vereda tropical (1977), de Joaquim Pedro de Andrade
  • Recife frio (2009), de Kleber Mendonça Filho
  • Nelson Cavaquinho (1969), de Leon Hirszman
  • Zezero (1974), de Ozualdo Candeias
  • Sangue corsário (1980), de Carlos Reichenbach
  • O dia em que Dorival encarou a guarda (1986), de Jorge Furtado e José Pedro Goulart
  • O poeta do castelo (1959), de Joaquim Pedro de Andrade
  • Brasília, contradições de uma cidade nova (1967), de Joaquim Pedro de Andrade
  • Maranhão 66 (1966), de Glauber Rocha
  • O som ou tratado de harmonia (1984), de Arthur Omar
  • Subterrâneos do futebol (1965), de Maurice Capovilla
  • Mato eles? (1983), de Sérgio Bianchi
  • Guaxuma (2018), de Nara Normande
  • Meow! (1981), de Marcos Magalhães
  • Eletrodoméstica (2005), de Kleber Mendonça Filho
  • O rei do cagaço (1977), de Edgard Navarro
  • Fantasmas (2010), de André Novais Oliveira
  • Socorro Nobre (1995), de Walter Salles
  • À meia noite com Glauber (1997), de Ivan Cardoso
  • Dias de greve (2009), de Adirley Queirós
  • A pedra da riqueza (1975), de Vladimir Carvalho
  • Memória do cangaço (1965), de Paulo Gil Soares
  • O duplo (2012), de Juliana Rojas
  • Quintal (2015), de André Novais Oliveira
  • Fala Brasília (1966), de Nelson Pereira dos Santos
  • O porto de Santos (1978), de Aloysio Raulino
  • Horror Palace Hotel (1978), de Jairo Ferreira
  • Esta rua tão Augusta (1968), de Carlos Reichenbach
  • Muro (2008), de Tião
  • Manhã cinzenta (1969), de Olney São Paulo
  • O tigre e a gazela (1977), de Aloysio Raulino
  • Cinema inocente (1980), de Julio Bressane
  • …a rua chamada Triumpho 969/70 (1971), de Ozualdo Candeias
  • Carro de bois (1974), de Humberto Mauro
  • Olho por olho (1966), de Andrea Tonacci
  • Praça Walt Disney (2011), de Renata Pinheiro e Sergio Oliveira
  • Chapeleiros (1983), de Adrian Cooper
  • Juvenília (1994), de Paulo Sacramento
  • Os óculos do vovô (1913), de Francisco Santos
  • Dossiê Rê Bordosa (2008), de Cesar Cabral
  • Lampião, o rei do cangaço (1937), de Benjamin Abrahão
  • Animando (1983), de Marcos Magalhães
  • Jardim Nova Bahia (1971), de Aloysio Raulino
  • Partido alto (1982), de Leon Hirszman
  • Torre (2017), de Nádia Mangolini
  • Mauro, Humberto (1975), de David Neves
  • Ver ouvir (1966), de Antônio Carlos Fontoura
  • Congo (1972), de Arthur Omar
  • Caramujo-flor (1988), de Joel Pizzini
  • Lacrimosa (1970), de Aloysio Raulino e Luna Alkalay
  • Palíndromo (2001), de Philippe Barcinski
  • Um sol alaranjado (2002), de Eduardo Valente
  • Cantos de trabalho (1955), de Humberto Mauro
  • O guru e os guris (1973), de Jairo Ferreira
  • Nosferato no Brasil (1970), de Ivan Cardoso
  • Mulheres de cinema (1976), de Ana Maria Magalhães
  • Kbela (2015), de Yasmin Thayná
  • A voz e o vazio: a vez de Vassourinha (1998), de Carlos Adriano
  • Libertários (1976), de Lauro Escorel
  • Meu compadre Zé Ketti (2001), de Nelson Pereira dos Santos
  • Seams (1993), de Karim Aïnouz
  • Céu sobre água (1978), de José Agrippino de Paula
  • Dov’è Meneghetti? (1989), de Beto Brant
  • Teremos infância (1974), de Aloysio Raulino
  • Texas Hotel (1999), de Cláudio Assis
  • Rituais e festas Bororo (1917), de Major Thomaz Reis
  • Integração racial (1964), de Paulo Cezar Saraceni
  • HO (1979), de Ivan Cardoso
  • Kyrie ou o início do caos (1998), de Debora Waldman
  • Pouco mais de um mês (2013), de André Novais Oliveira
  • Cartão vermelho (1994), de Laís Bodanzky
  • Um dia na rampa (1960), de Luiz Paulino dos Santos
  • Moreira da Silva (1973), de Ivan Cardoso
  • Nada (2017), de Gabriel Martins
  • Nada levarei quando morrer aqueles que mim deve cobrarei no inferno (1981), de Miguel Rio Branco
  • O ataque das araras (1975), de Jairo Ferreira
  • Enigma de um dia (1996), de Joel Pizzini
  • Amor! (1994), de José Roberto Torero
  • Menino da calça branca (1961), de Sérgio Ricardo
  • Estado itinerante (2016), de Ana Carolina Soares
  • Amor só de mãe (2002), de Dennison Ramalho
  • Carolina (2003), de Jeferson De
  • Contestação (1969), de João Silvério Trevisan
  • Guida (2014), de Rosana Urbes
  • Exemplo regenerador (1919), de José Medina
  • Frankstein punk (1986), de Cao Hamburger e Eliana Fonseca