O que o caso de Suzy e Drauzio Varella pode nos ensinar sobre empatia e julgamento?

Durante esta semana, após os acontecimentos envolvendo o médico Drauzio Varella e a reportagem feita para o Fantástico, o tema da capacidade humana de julgar retornou aos holofotes, assim como a ideia de empatia.

Julgamento todos nós sabemos muito bem o que é, afinal de contas, estamos a todo momento apontando falhas e erros em tudo e em todos que nos rodeiam e isso sem ao menos perceber. Mas e quanto à empatia?

A empatia, por outro lado, é a capacidade de nos colocarmos no lugar do outro, sem a pretensão de julgamentos. É entender o espaço físico, cognitivo e psicológico de uma outra pessoa e perceber como você se sentiria nessa situação. E mais do que isso, é entender que cada um reage de uma maneira diferente às situações boas ou ruins que surgem.

É importante saber que empatia é diferente de compaixão. Compaixão é quando nos solidarizamos com algo e buscamos melhorar essa situação. Mas a questão é: nem tudo é possível de se resolver. E é aí que a empatia entra. Às vezes, tudo o que uma pessoa precisa é ser escutada e sentir que alguém se importa. Isso é a empatia.

O sentimento de Drauzio Varella, na reportagem do Fantástico foi de empatia, o de se colocar no lugar de alguém. Mas é justo entender que sabendo do crime cometido por Suzy, muitas pessoas são, por uma série de valores humanos, morais e compreensíveis, incapazes de sentir essa empatia. Talvez o Drauzio, caso soubesse, também o fosse.

Mas também é interessante analisar o comportamento humano que é capaz de julgar qualquer delito, grande ou pequeno, coisas que vão do estupro seguido de assassinato até o roubar para comer. O julgamento voa livremente, inclusive o julgar um abraço. Mas a empatia, essa demora a acontecer e muitas vezes, uma pessoa passa por toda a vida sem saber o que esse sentimento significa.

Em todo caso, esperamos que a empatia seja algo mais presente nesse planeta que, dia após dia, se revela ainda mais a face humana do ódio e da destruição.

Abaixo, deixamos um vídeo de pouco mais de dois minutos, que exemplifica em poucas palavras e atos, o que significa ser uma pessoa empática. Assista (ative as legendas) e divulgue por um mundo mais justo:

ps. os crimes cometidos pela detenta Suzy, entrevistada pelo doutor Drauzio Varella, em matéria divulgada por este site, devem e estão sendo punidos. Mas, infelizmente, Suzy foi uma exceção e não devemos julgar todas as transsexuais por um caso isolado. Pratiquemos a empatia.