Música Machista Popular Brasileira | Site traz compilação de músicas machistas para ouvir, ler e refletir

Não é novidade nenhuma que vivemos em uma sociedade machista que oprime mulheres dia após dia utilizando-se dos mais diversos métodos. A mulher é vista majoritariamente como um objeto inferior ao homem e por isso habita o imaginário masculino enquanto uma propriedade, para o uso que necessário for. É sempre terrível constatar estes fatos, mas é a realidade. Realidade esta que mulheres devem enfrentar diariamente em seus ambientes educacionais, profissionais, sociais e doméstico.

Mesmo o campo artístico, esse suposto campo da sociedade que pende para um pensamento não-conservador, serve para propagar, divulgar, difundir, proliferar – e todos os demais sinônimos que for possível encontrar – atitudes e pensamentos misóginos. A música, como uma das linguagens artísticas mais acessíveis à população como um todo, exerce um importante trabalho neste aspecto: é a apologia à violência e ao estupro, o reforço da estereotipação e da ridicularização da mulher, a romantização de relacionamentos abusivos, tudo isso transformado em uma canção linda, aceita e naturalizada.

É exatamente sobre isso que trata o Música Machista Popular Brasileira, projeto criado por quatro mulheres que compilaram em um site um acervo de músicas machistas que refletem a realidade da nossa sociedade em pleno ano de 2018. São musicas atuais, funks, sertanejos, rocks e também os maiores clássicos da música brasileira.

Imagem do site – MMPB

O site funciona com a tecnologia shuffle, ou seja, basta clicar e pronto, uma música machista será exibida com a letra, vídeo e a explicação do porquê ela está ali. Para visualizar outra música, basta clicar novamente e assim sucessivamente. Nomes como Roberto Carlos, Vinícius de Moraes, Racionais e Zeca Pagodinho são alguns dos presentes no site.

Acesse o Música Machista Popular Brasileira aqui e confira as letras, como o próprio site diz, “escute com atenção: o descompasso machista às vezes está só nas entrelinhas”. Você também pode enviar músicas para o projeto.

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