Leia mulheres | 5 livros de escritoras negras para começar a ler ainda hoje

Você costuma ler livros de escritoras negras? Se a sua resposta for positiva, ou seja, você comumente lê escritoras negras, ficamos felizes e esperamos que você indique essas escritoras no seu círculo social. Se a sua resposta foi negativa, temos algumas sugestões para você começar não só uma leitura, mas uma excelente leitura.

1. Conceição Evaristo – Olhos d’água

Em Olhos d’água, Conceição Evaristo apresenta uma série de mulheres: Ana Davenga, a mendiga Duzu-Querença, Natalina, Luamanda, Cida, a menina Zaíta. Mulheres distintas, mas que podem ser descritas como diferentes facetas de uma população que sofre com a pobreza e a violência.

2. Carolina Maria de Jesus – Quarto de Despejo

O diário da catadora de papel Carolina Maria de Jesus deu origem à este livro, que relata o cotidiano triste e cruel da vida na favela. A linguagem simples, mas contundente, comove o leitor pelo realismo e pelo olhar sensível na hora de contar o que viu, viveu e sentiu nos anos em que morou na comunidade do Canindé, em São Paulo, com três filhos.

3. Maya Angelou – Eu sei por que o pássaro canta na gaiola

As lembranças dolorosas e as descobertas da escritora Maya Angelou, estão contidas nesta obra densa e necessária. Uma menina negra, criada no sul dos Estados Unidos por sua avó paterna, carregou consigo um enorme fardo durante a vida, do qual ela só pôde se libertar através da literatura, que a permitiu quebrar as grades da gaiola.

4. Toni Morrison – O olho mais Azul

Considerado um dos livros mais impactantes de Toni Morrison, o primeiro romance da autora conta a história de Pecola Breedlove, uma menina negra que sonha com uma beleza diferente da sua. Ela deseja mais do que tudo ter olhos azuis como os das mulheres brancas — e a paz que isso lhe traria. Mas, quando a vida de Pecola começa a desmoronar, ela precisa aprender a encarar seu corpo de outra forma. O olho mais azul é um livro atemporal e necessário.

5 – Maryse Condé – Eu, Tituba: Bruxa negra de Salem

Tituba ressurge, através de Maryse Condé, do silêncio que a historiografia lhe destinou. Filha de uma mulher negra escravizada, viveu cedo o terror de ver a mãe assassinada por se defender do estupro de um homem branco e de saber que o pai se matou por causa do mesmo homem branco. Cresceu sob os cuidados de uma mulher que tinha o poder da cura e que a iniciou nos mistérios. Adulta, apaixonou-se e abdicou, pelo amado, da própria liberdade. Uma das primeiras mulheres julgadas por praticar bruxaria nos tribunais de Salem, em 1692, Tituba fora escravizada e levada para a Nova Inglaterra pelo pastor Samuel Parris, que a denunciou.

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