Lista | 7 livros escritos por mulheres que marcaram a história, confira:

Quantos livros você leu em 2019? Quantos livros escritos por mulheres? Estamos sempre fazendo o exercício de apoiar o trabalho de mulheres, seja na literatura, na música, no audiovisual e em qualquer campo da sociedade.

Por isso acreditamos que é bom também lembrar e indicar o trabalho de mulheres que já marcaram a história, seja localmente, nacionalmente ou globalmente. Uma mulher inventou a ficção científica, uma mulher possui o livro mais lido dos Estados Unidos – depois da Bíblia -, a primeira mulher negra a receber o nobel da literatura, o fez falando sobre o racismo.

Mulheres revolucionam todos os dias e mais do que saber sobre duas histórias, precisamos conhecer os seus trabalhos e difundi-los por aí. Abaixo, sete livros de mulheres que transformaram, um pouquinho que seja, o mundo. E já que ele está prestes a mudar de novo, é um excelente momento para conhecer esses trabalhos.

No Instagram, iremos durante as próximas semanas abordar a história dessas mulheres, você também pode nos acompanhar por lá e ficar por dentro disso também.

Frankenstein – Mary Shelley

O arrepiante romance gótico de Mary Shelley foi concebido quando a autora tinha apenas dezoito anos. A história, que se tornaria a mais célebre ficção de horror, continua sendo uma incursão devastadora pelos limites da invenção humana. Obcecado pela criação da vida, Victor Frankenstein saqueia cemitérios em busca de materiais para construir um novo ser. Mas, quando ganha vida, a estranha criatura é rejeitada por Frankenstein e lança-se com afinco à destruição de seu criador.

A Redoma de Vidro – Sylvia Plath

Muitas questões de Esther retratam as preocupações de uma geração pré-revolução sexual, em que as mulheres ainda precisavam escolher se priorizavam a profissão ou a família, mas “A redoma de vidro” segue atual. Além da elegância da prosa de Plath, o livro extrai sua força da forma corajosa como trata a doença mental.

Razão e Sensibilidade – Jane Austen

Este foi o primeiro romance de Jane Austen. Publicado em 1811, logo recebeu reconhecimento do público. Razão e Sensibilidade é um livro em que as irmãs Elinor e Marianne representam uma dualidade, de maneira alternada, ao longo da narrativa. As expectativas vividas pelas duas com a perda, o amor e a esperança, nos aponta para um excelente panorama da vida das mulheres de sua época. As irmãs vivem em uma sociedade rígida, e ambas tentam sobreviver a esse mundo cheio de regras e injustiças.

A Revolta de Atlas – Ayn Rand

Considerado o livro mais influente nos Estados Unidos depois da Bíblia, segundo a Biblioteca do Congresso americano, a história se passa numa época imprecisa, quando as forças políticas de esquerda estão no poder. Último baluarte do que ainda resta do capitalismo num mundo infestado de repúblicas populares, os Estados Unidos estão em decadência e sua economia caminha para o colapso.

Nesse cenário desolador em que a intervenção estatal se sobrepõe a qualquer iniciativa privada de reerguer a economia, os principais líderes da indústria, do empresariado, das ciências e das artes começam a sumir sem deixar pistas. Com medidas arbitrárias e leis manipuladas, o Estado logo se apossa de suas propriedades e invenções, mas não é capaz de manter a lucratividade de seus negócios.

Um livro controverso, mas que é preciso ler para tirar suas próprias conclusões.

O Olho Mais Azul – Tony Morrison

Considerado um dos livros mais impactantes de Toni Morrison, o primeiro romance da autora conta a história de Pecola Breedlove, uma menina negra que sonha com uma beleza diferente da sua. Negligenciada pelos adultos e maltratada por outras crianças por conta da pele muito escura e do cabelo muito crespo, ela deseja mais do que tudo ter olhos azuis como os das mulheres brancas – e a paz que isso lhe traria. Mas, quando a vida de Pecola começa a desmoronar, ela precisa aprender a encarar seu corpo de outra forma.

Poderosa reflexão sobre raça, classe social e gênero, O olho mais azul é um livro atemporal e necessário.

Cartas para a minha mãe – Tereza Cárdenas

Uma menina escreve cartas para sua mãe morta. Através delas ficamos sabendo que teve que ir morar com a tia e as primas, que não gostam dela. Não se cansam de lembrar que deveria fazer um esforço para disfarçar sua cor e ficar mais parecida com uma pessoa branca. Sua avó está sempre desgostosa, com ela e com a vida em geral. Mas a autora das cartas começa lentamente a descobrir um mundo além de seus problemas familiares. À medida que faz amigos — entre outros, um jovem que também tem problemas com a família e uma velha que é ao mesmo tempo jardineira e bruxa — suas feridas começam a cicatrizar. A menina fica cada vez mais forte, consegue ganhar o respeito dos outros e aprende a aceitar-se a si mesma a aos outros. Este é um romance emocionante sobre perdas irreparáveis e sobre o poder restaurador do amor e do autorespeito. Ambientada em Cuba, a narrativa desafia nossas crenças sobre essa ilha que, afinal, conhecemos tão pouco.

Espaços Íntimos – Cristina Perri Rossi

Um homem só na frente da tela de um computador entrega-se a um jogo que nunca acaba, uma empresária burocrata e poderosa cansada da própria máscara, a nostalgia do homem que ouve “A Internacional” como o canto perdido de sereia, de um mundo que não existe mais. A condição solitária e melancólica dos personagens de Espaços íntimos, perdidos na euforia dos hotéis fakes, no engano do mundo virtual, no isolamento de pequenos quartos, todos que prometem uma vida glamorosa e cheia de satisfações, evocam os dramas cotidianos do nosso tempo.