Melhores do ano: as 10 melhores séries de 2018

Todos os anos a televisão (ou os serviços de streaming) nos presenteiam com produções que nos surpreendem. Selecionar um top 10 nunca é fácil, mas quando somamos a qualidade técnica ao contexto social, político e cultural, observamos aquelas que gritam mais em nossas mentes ao mexer com nossas próprias experiências. Do décimo ao primeiro lugar, garantimos que todas elas merecem uma chance. Confira:

10. The Handmaid’s Tale

The Handmaid’s Tale apresentou um segundo ano bem inferior aqueles episódios da primeira temporada que tornaram a série um fenômeno, dividindo o público entre aqueles e aquelas que acreditam que a série trilha por um caminho e entre os que pensam que a trama está praticando um sadismo desenfreado. De qualquer forma, a crítica política e feminista apresentada pela produção continua sendo um grande soco no estômago que clama pela mudança. Esse fato somado às incríveis atuações colocam a série nesse top 10.

9. Good Girls

 

A trama acompanha três amigas que se veem em uma enxurrada de problemas financeiros e para resolver esses problemas, elas decidem cometer um pequeno crime. Em um primeiro momento, a premissa pode soar repetitiva, mas a confiança é rapidamente restabelecida pelo elenco principal que é absolutamente fantástico. Primeiro, temos Christina Hendricks (Mad Men) vivendo uma típica dona de casa e mãe classe média americana, depois Retta (Parks and Recreation) que luta para salvar a sua filha de uma grave doença e, enfim, Mae Whitman (Parenthood) uma mulher ligeiramente irresponsável e imatura, mas que faz tudo para ver a sua filha bem e feliz. Juntas, elas formam um trio inseparável que não possui dificuldade nenhuma em conquistar o público.

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8. Glow

Em sua segunda temporada, Glow cavou mais abaixo o buraco sobre a discussão feminista, a misoginia no mundo da televisão dos anos 80 e a rivalidade criada através disso entre as mulheres. Tudo isso com um roteiro que consegue ser profundo, reflexivo e engraçado ao mesmo tempo.

7. O Mundo Sombrio de Sabrina

O Mundo Sombrio de Sabrina foi uma das surpresas mais agradáveis do ano. A série conta com um primeiro episódio que não chama nem um pouco a atenção, mas tudo melhora do segundo em diante e com um excelente elenco, consegue conquistar os fãs originais da série, dos quadrinhos  e também aqueles que não eram fãs.

6. American Horror Story: Apocalypse

Quando Ryan Murphy anunciou o crossover entre as temporadas Murder House e Coven, parecia ser muito difícil que ele conseguisse alcançar um bom resultado a partir disso. Contudo, o criador surpreendeu mais uma vez e realizou uma temporada genial, uma das melhores da antologia, superando disparadamente os anos anteriores, tendo como destaque – não que não sejam sempre – Sarah Paulson e Eva Peters em brilhantes atuações.

5. Killing Eve

A série exibe um excelente roteiro que se desenvolve episódio a episódio, em uma crescente de acontecimentos que transformam os personagens das maneiras mais absurdas possíveis, mas com uma extrema naturalidade. Ao início, existe um suspense dentro da investigação em busca de algo desconhecido, algo que nenhum dos personagens – bons e maus – sabem exatamente o que é. À medida que trama se desenrola, esse desconhecido permanece, mas deixa de ser o foco. A partir daí, somos arremessados para dentro das confusas relações pessoais, responsáveis por revelar muito sobre cada uma das personagens.

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4. American Crime Story: The Assassination of Gianni Versace

Um elenco de atuações impecáveis e uma daquelas histórias que se desenvolvem de uma maneira que você termina o último episódio questionando-se sobre qual crime a série trata: os cometidos pelo personagem principal ou sobre a cobrança criminosa da sociedade sobre qualquer um. The Assassination of Gianni Versace é gigante e Darren Criss merece todo o crédito pelo seu papel genial.

3. Maniac

Ao longo dos dez episódios sem duração definida – alguns possuem 26 minutos, outros 47 – a obra utiliza o teste farmacêutico como uma metáfora para os estágios da superação do sofrimento humano. Apesar de não possuir um texto com a profundidade exigida pelo tema, Maniac sobrevive através da relação de empatia criada logo ao início entre o público e os personagens, além de se segurar com todas as suas forças na performance do elenco, que consegue carregar a série vários patamares acima do esperado, dentro de um bom roteiro, mas que não consegue exibir a profundidade necessária para tratar das dores e loucuras propostas, ao fim, fica o sentimento de que as linhas narrativas poderiam ter sido melhor exploradas a partir das realidades paralelas, no entanto, ainda assim, o resultado é bastante satisfatório.

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2. A Maldição da Residência Hill

The Haunting of Hill House não possui nada que lhe possa ser caracterizado como um defeito. A verdade é que com um roteiro profundo e uma direção que abusa com qualidade dos planos sequência, a série surpreendeu sem ter que apelar para os sustos comuns, explosões sonoras ou bizarrices demoníacas. Com diálogos que utilizam excelentes metáforas para o medo e o amor, a série se consolida como uma das melhores produções do ano.

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1. Sharp Objects

Sharp Objects é, sem dúvidas a melhor série do ano. Uma série que utiliza o crime e a busca pelo criminoso ou criminosa, para colocar na superfície a verdade por trás de tudo aquilo o que parece ser perfeito. O objetivo em Sharp Objects nunca foi a solução dos crimes, mas a solução de uma situação familiar construída sobre abusos, assim como o que esses abusos podem ocasionar. Sharp Objects é sobre mulheres lutando para recolher os pedaços que lhes são arrancados diariamente.

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